Alguém errei, não sei quem fui

Fim de tarde de quinta-feira, o clima lá fora esfriando, e dentro do escritório mil coisas pra fazer… Um dia típico.

Dentre as mil atividades, escolhi fazer aquela que parecia possuir a melhor relação custo x benefício: era extremamente simples, rapidíssima (coisa de uns dois minutos, no máximo), e seria um ótimo modo de explicitar para toda a equipe que “as coisas estão andando”. Qual era a atividade?

Alterar, no nosso software de gerenciamento de projetos e demandas, a posição de algumas áreas para refletir nossa nova estrutura organizacional. Bem simples…uns cinco ou seis cliques, um e-mail “espalhando a novidade” e pronto.

Mas a vida… ah essa danada!!!

Fiz a tal alteraçãozinha, cliquei no “salvar” e olhei pro lado, enquanto o sistema fazia a sua parte.  Não passou um minuto, e entrou na minha sala a coordenadora da Central de Atendimento com cara de assassina e perguntando se havia algum problema, pois ela havia recebido mais de 150 e-mails automáticos do tal sistema naquele minuto.

Tá sentindo esse cheirinho??

Fui verificar e descobri que o sistema da Central de Atendimento, que utiliza informações do sistema de gerenciamento de projetos, não conseguia mais enxergar as tais informações. Por coincidência eram aquelas que eu mudei de lugar!!

Saí da minha sala correndo, no caminho, driblei a gerente de operações de alguns de nossos sistemas mais importantes, que parecia bem preocupada e à minha procura, e fui pedir socorro.

Pra encurtar a história, descobrimos, depois de algumas horas, que eu não tinha exatamente feito uma m…, mas as minhas alterações no sistema de gerenciamento de projetos evidenciaram um problema no outro sistema , o de atendimento, e ninguém havia se deparado com esse erro ainda.

Resultado: horas de trabalho não previsto para várias pessoas, dois serviços cruciais à organização parados (atendimento e gerenciamento de projetos) e a necessidade de correção urgente de um erro que eu…digamos…ajudei a mostrar!

E eu que, há anos, trabalho para definir procedimentos de teste, processos de transição de produtos para a produção,  gerência de configuração e tudo  o que for necessário para que nenhum zé mané faça nenhuma alteração sem controle e direto no que está funcionando, vivi um dia de caça daqueles de perder a dignidade.

— Lições aprendidas —

  1. Tudo em que eu acredito, faz realmente sentido!
  2. Tenho a felicidade de trabalhar com gente muito competente!
  3. Vai fazer uma alteraçãozinha? Teste antes em ambiente controlado.
  4. É preciso continuar trabalhando firme para blindar o ambiente de produção de todo tipo de desatenciosos e desavisados, ainda que bem intencionados.
  5. Todo mundo faz cagada. Inclusive eu!

E a vida…ah essa danada!!

Ps: Agradecimentos especiais ao Junior Barroso e ao Tiago Cândido, bravos homens que trabalharam para limpar a minha sujeira. Devo-lhes um almoço 😉

 

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3 comentários sobre “Alguém errei, não sei quem fui

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